Texto: Como deveria ser todo dia.

CRÔNICAS
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Férias é deixar o vento bater no rosto sem se preocupar com os cabelos fora de ordem. É um café forte no final da tarde. É viajar, conhecer. Subir montanhas para ficar deslumbrado com a linda paisagem, tomar um sorvete gostoso e pedir mais.

Férias é descobrir gostos, encher o pulmão de ares novos, ver as árvores passarem pela janela do carro. É não se preocupar com os horários, nem com as obrigações. É um banho de mar, uma trilha na mata, um desligar das coisas ruins. Não se preocupar com a areia nos pés e com o sal no corpo.

Férias é deixar seu corpo ser apenas um corpo. E nada mais.

Abrir janelas do coração e se preencher de coisas boas, energias positivas, um brigadeiro e um filme no fim da noite. É se revitalizar a todo o momento.

Férias é se permitir. Deixar a dieta de lado. A pele respirar. Os cabelos voarem sem direção. Esquecer do telefone. Por favor, esqueça do telefone! 

Não é à toa que essa palavra começa justamente com duas letrinhas tão importantes: Fé. É porque (fé)rias também ter um coração despreocupado, esperançoso e leve como o de uma criança que só espera pelo sorvete no final do dia para deixá-lo mais feliz.  Não se esqueça da fé – ela vai deixar seu espírito mais leve. Assim como deveria ser todo dia.

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Uma dose de paz, por favor.

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Sei que tem muita gente por aí que escreve sobre aqueles momentos que tudo você precisa é de alguém que diga que dá para continuar em frente, que não tem problema em errar e vai mostrar a luz no final do túnel. Sei disso, já li muito sobre esse assunto. Todo mundo tem dias em que precisa de um incentivo. E é exatamente essa a causa desse texto: Todo mundo tem dias em que precisa de um incentivo.

Não estou falando principalmente de um incentivo que venha de outra pessoa, música, crônica, filme, etc. Às vezes esse empurrãozinho pode vir de nós mesmos e nem ao menos sabemos. Tem a ver com lavar as impurezas da alma, o cansaço da mente e do corpo. Mas, não me entenda mal. Se tem uma coisa que eu sempre digo é para sermos fortes. Aguentar firme nas horas que parecem ser impossíveis de continuar em frente. Levantar a cabeça, com o sorriso nos lábios, e dizer a si mesma que esses empecilhos são um nadinha no meio de tudo. Ser forte por você mesma. Pelas pessoas que estão á sua volta. Porém… Tem vezes que é difícil.

Tem vezes que tudo o que a gente precisa é ficar sozinha e colocar tudo para fora, pode concordar porque eu sei que você também se sente assim, não é? Colocar uma música triste, olhar um filme melancólico, ficar embaixo das cobertas, usar a roupa mais confortável… E chorar, mesmo. Não pense que chorar é mostrar derrota, entendeu? O choro é a alma dizendo que não aguenta mais, o coração mostrando que tá sufocado e a mente pedindo um tempo dos problemas, da insegurança, das brigas… De tudo. Esquece a maquiagem, o ego e o orgulho, o sorriso forçado ou aquela criança que não tinha medo de ir no ponto mais alto no balanço. Esquece o mundo lá fora. Traz a paz para esse coração.

Já me senti muito assim, caso você queira saber. Ainda tenho dias em que já acordo sabendo que posso desabar a qualquer momento, com qualquer palavrinha mal dita, qualquer olhar mal interpretado. Então aí vai a minha dica: liga pra uma amiga, coloca uma música que te anima, olha uma comédia idiota, come um chocolate… Faça coisas que te deixem melhores. Fisicamente e psicologicamente. É daí que vai vir a sua luz no final do túnel. Não basta que alguém te mostre a luz de emergência, você precisa acreditar que ela vai te levar ao lugar de salvação. Tudo o que você precisa é acreditar. Acredite em você, nos dias melhores, no poder da comédia idiota, e esquece daquelas coisas que te deixam mal. Apenas… acredite, e o mundo vai começar a acreditar no seu poder também.

Um novo caminho à vista.

Novos começos sempre me lembraram libertação. Não sei se foram as várias crônicas de amor que li que me fizeram chegar neste pensamento, mas, a maior parte delas explicavam a vontade de ser um novo alguém depois de uma  certa situação amorosa. E, então, ao pensar nesse assunto, logo me vinha à cabeça deixar para trás tudo aquilo que um dia fez mal e focar somente no futuro, nas coisas que ainda não foram lançadas ao vento e que ainda podem ser vividas.

Acredito que, muitas vezes, são as pequenas coisas que nos fazem querer mudar. Um defeito em nós mesmos; um texto que lemos na parada do ônibus; uma palestra muito boa que assistimos; um ponto de vista divergente ao nosso. Meu motivo? Bem, não foi um corte de cabelo, uma decepção amorosa ou um arrependimento. Muito pelo contrário, meu motivo de um novo começo foi a autodescoberta. Foi o primeiro encontro com uma melhor eu, que vivia aqui este tempo todo e eu não sabia.

Todo mundo passa por essa “descoberta”. Geralmente, são especialmente na adolescência que tal fato acontece, e é, também, o que mais marca esta parte da vida. É quando você pega a caneta da mão dos seus pais e começa a escrever sua própria história, com as próprias convicções, atitudes e escolhas. Entretanto, não existe a possibilidade de escrever primeiro em uma folha de rascunho, com lápis e borracha, porque tudo fica escrito. Mas, errar ainda é humano, então não há problema pegar o caminho incorreto vez ou outra, acredite. Nesta viagem louca e longa que é a vida, é impossível seguir um mapa que ainda não foi desenhado. Haverão buracos, desvios e empecilhos que te farão parar durante caminhada, mas é sua a decisão de deixar-se ser parado pela vida ou continuá-la.

Eu fiz meu novo começo. Não sei exatamente dizer quando e como isso aconteceu, simplesmente foi para melhor. E é isso que importa. Joguei fora a caneta que já não funcionava mais, tomei o caminho que julguei ser o certo, apostei todas as minhas fichas nesta jogada e aqui estou. Não sei quais serão as consequências desta escolha e posso até, um dia, me arrepender de algumas das que fiz, mas, isto é a vida: uma longa e incerta viagem, com um novo começo a cada decisão tomada. Então, qual o seu?

Texto: É desse jeito que o mundo vai me ver.

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Nunca fui uma pessoa que dizia o que sentia. Sei lá, acho que esse qualidade (ou seria defeito?) não veio de fábrica comigo e nunca foi lá exercitado quando eu ainda era pequena. Eu te amo? Não digo facilmente. Como você está bonita hoje? Estou tentando dizer mais no meu dia-a-dia. Como? Já vamos chegar lá.

Escrever o que eu sinto é muito mais fácil para mim por ‘n’ razões: as palavras são bonitas, eu não preciso ficar nervosa ao escrevê-las, e ainda, de quebra, posso me esconder atrás delas. Afinal, quem nunca gostou de dizer alguma coisa que queria muito por uma mensagem de texto? Ganhamos o poder que quisermos pelas palavras, eu penso. E é por isso que eu nunca soube dizer o que realmente sinto ao vivo.

Ao vivo e em cores, assim como a televisão de hoje.

Para falar a verdade, acho que comecei a perceber que eu podia me abrir com as pessoas (certas, é claro) quando vi que elas também me contariam algo em troca. É aquela lei de: eu te conto uma fofoca e você me conta a outra?, Sabe? Você precisa dizer, de algum modo, que está ali e é toda ouvidos para escutar os problemas de alguém, assim como as notícias boas. É como o ser humano pega confiança em alguém. É como vamos chegar ao ‘eu te amo’ por completo. Sem ponto final, nem vírgulas ou um parênteses que sempre vai conter um ‘mas….’.

É por isso que, quando esse sentimento aflorou dentro de mim, eu comecei a dizer ao mundo como eu me sentia. Tanto as coisas boas quanto as ruins. O que eu não gostava, as partes que eu mais adorava. Um comentário numa foto aqui, uma coisinha lá, e ponto. As pessoas à minha volta já ficavam mais felizes e o relacionamento, mais saudável. Foi assim que eu percebi que dizer a alguém que a roupa dela é bonita, gostou do seu batom e o seu cabelo está legal hoje não faz mal a ninguém. Não machuca (aliás, pelo contrário!), não prejudica e nem arranca pedaço.

Falando nisso, você já disse que gostou de alguma coisa hoje? Porque, caso ninguém ainda tenha te falado, você está linda hoje.

CRÔNICAS

Nossas pequenas mudanças.

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Tenho coisas que não gosto em mim. Algumas são físicas e podem ser modificadas com dinheiro, perda de peso ou um pouquinho de maquiagem, enquanto outras fazem parte da minha personalidade e demandam um pouco mais de esforço para serem modificadas. É uma força interior, precisa estar lá na nossa alma também. Por isso, tento manter o pensamento positivo todos os dias, afim de conquistar o que desejo.

Sempre fui bastante caseira – e, às vezes, sair demais consegue me irritar. No entanto, por mais que não me fizesse muito bem, sair com os meus amigos e não arranjar desculpas esfarrapadas para tal têm me feito um bem maior – e melhor! – que ficar em casa assistindo filmes ou trabalhando no blog. Ontem, depois de um tempo, eu vi o resultado do meu esforço.

Tentar ser mais comunicável e positiva nem sempre é fácil para mim, por alguma razão a tristeza tende a vir mais rápido que a felicidade. E tentar manter essa animação com as pessoas à nossa volta também não é. Ultimamente, uma das minhas alternativas para ser mais feliz e alegre é dizer mais “sim!” às coisas boas, sem pensar muito. Uma saída com as amigas, um cinema na sexta à noite.

O dinheiro está saindo mais fácil e rápido, é verdade. E nem sempre dá pra ser animada com tudo, outro fato. Mas o resultado tem valido a pena: além de me conhecer mais, novas pequenas mudanças estão acontecendo.

E para alguém que não era fã delas, até que estou me saindo bem, não é?

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Quero pegar o meu próprio trem.

CRÔNICAS

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Nem sempre é fácil se encontrar. Às vezes, quando me pego perguntando quem sou, nem sei aonde foi que me perdi. Em qual esquina da vida ficou a Júlia que sonhava alto e não desistia fácil? Quem encontrá-la, por favor, me avise.

Eu a encontrei numa quinta-feira à noite, deixada para trás com uma amizade perdida e a esperança esgotada. Ela tomou um banho quente e um chá de camomila. Não quis saber do celular e também não pedia explicações do ocorrido. Sabia onde tinha errado: confiara em quem não podia. Precisou de carinho, amor próprio e tempo. É ele quem acalma o coração eventualmente.

Saber quem somos é um tipo de conhecimento que te guia todos os dias. Mais importante que história, geografia, matemática ou qualquer outra matéria que a vida te ensina.

Saber quem somos é bem mais difícil que quem queremos ser. Eu queria muito, sabia pouco.

Precisei saber das coisas – e se sofrer foi o jeito de aprender, não culpo o destino. Foi assim que percebi que o caminho que tomava me levava a algum lugar distante de quem eu era e queria ser. Um mundo que magoava aqueles à minha volta.

Cortar o mal pela raiz foi mais complicado que imaginei, mas mais transformador que nunca. E o resultado, melhor que qualquer um sabia: eu me tornei eu mesma. Pensei com a minha própria mente. Peguei o meu trem.

E esse vai tomar o caminho dos meus sonhos. Espero encontrar a felicidade por lá também.

Bagunça virou desabafo.

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Odeio este medo. Odeio essa insegurança que me priva de mostrar ao mundo quem realmente sou. Que me faz preocupar com o que todos dizem, pensam ou acham. Porque somos assim?

Quero viver dignamente, por mim e para mim. Abrir as asas, me redescobrir a cada esquina. Ver o mundo com os meus próprios olhos, trocando as lentes e os ângulos. Sentir todas as emoções que nós, como seres humanos, podemos sentir. Conhecer gostos e sabores, frescores e amores. Responder perguntas profundas que me assombram ao dormir. Tirar as dúvidas que já moram aqui.

Quero  ver o mundo como ele é. Seja de carro, avião, trem ou a pé. Sentir o vento bater no rosto, bagunçando os cabelos. Escutar mais poesia, ver mais alegria. Deixar o material de lado, me apegar a um sorriso desajeitado. Ver as estrelas do céu, as do mar. Amar, gamar e adorar. Amar a ti. Amar a mim; esse amor, sim, tem que ser até o fim.

Quero ser mais egoísta, cuidar mais de mim. Deixar de me preocupar contigo. Usar aquele batom que eu gosto, cortar o cabelo do jeito que eu quero. Descobrir meus medos e desvendá-los com armas de ferro. Me conhecer por completo.

Quero saber o que a vida significa. Viver é tomar um café forte pela manhã? É uma criança nascer em meio a tanta desentendimento e desigualdade? É ver o pôr do sol do alto da montanha? É ser esperança? Dar as mãos sem conhecer a pessoa? Querer tanto que até chega a doer? Viver é ser máquina que não para?

Quero, acima de tudo, domar essa bagunça aqui.

Ninguém vê tamanho, não.

Vou contar uma breve história para vocês, algo que ando guardando e ajeitando há muito tempo. No começo do ano, antes da nossa viagem em família, fui para o shopping com a minha mãe. Como estávamos indo para a praia, precisava de um biquíni que eu gostasse e me fizesse sentir bem, já que o último eu tinha vergonha de usar. Procuramos, procuramos, não encontrei um modelo que fosse do meu jeitinho, que favorecesse as coisas que eu gostava em mim.

A questão é que, vamos ver se você entende: eu tinha passado o ano todo tentando ser mais saudável (já conta alguma coisa, não é?) e manter/perder peso. Um, para ser mais saudável, e dois, para diminuir aqueles lugares que a gente não é muito fã, sabe? Logo, na minha cabeça, tudo indicava que eu estaria mais magra, prontinha para entrar em um biquíni P (algo que eu não devo usar desde os meus 13 anos!) e ir feliz da vida para a praia. Enfim, provei quase todos os modelos da tal loja, mas ainda assim não encontrei o que queria. Na hora, culpei o estresse e a voz dentro da minha cabeça que dizia que eu era gorda demais para sequer encontrar um biquíni descente, enquanto tentava controlar a minha mãe brava comigo e o choro que estava prestes a acontecer.

Tudo foi em vão. Só serviu para baixar minha auto estima (algo que eu mesma criei) e me deixar triste por semanas. Era como se eu quisesse negar minha própria realidade, meu corpo, minhas curvas… Minhas qualidades.  Portanto, na procura pelo biquíni, tentei provar tudo que não fosse G. O meu máximo era o tamanho médio. E só. Se, por mais que eu tivesse amado o modelo, ele ficasse pequeno, então eu ficava sem.

Mas a questão, querido leitor, é que eu uso G. E não há como negar isso.

Nunca fui gorda, mas também nunca fui magra. Enquanto a minha blusa era pequena, a calça era grande (pelas coxas grossas) ou vice-versa, foi desse jeito por muito tempo, assim como continua até hoje. Então, até o meu processo de aceitação acontecer (digo que ainda está acontecendo), ter algumas peças grandes no meu armário eram como “proibidas” para mim. Era o meu próprio tabu. Um tabu dentro de mim que acabava com a auto estima toda vez que uma calça ficava apertada, uma blusa não ficava mais tão linda, ou entrava numa loja de roupa. Sério, comprar roupa era o meu pior pesadelo.

Porém, entretanto, todavia… Eu acabei comprando o meu biquíni. E, na hora de escolher, não medi tamanho, não. Peguei aquele que me fez sentir bonita, confortável, e, o mais importante de tudo: confiante. E durante todo o verão, foi como se, toda vez que eu colocava ele, me sentia em um casulo protegido de todo o mundo exterior. Aquele biquíni tinha se tornado minha roupa mágica, eu me sentia poderosa com ele.

Escolher aquela peça de banho tão confiante e despreocupada fez com que meu tabu fosse, aos poucos, derrubado. Não ligo se vou precisar pegar o tamanho G, GG ou se o P vai ficar bom. Acontece que as marcas mudam, os modelos também. Nem sempre o P vai servir, assim como ele pode ficar gigante. Acho que aos poucos consegui entender isso, e espero que vocês tenham entendido também.

Como disse minha mãe quando saí triste do shopping pela primeira vez: “Tu quer, não quer? Volta lá e compra! Ninguém vê o tamanho, Júlia”.

Agora, eu sei. Ninguém vê o tamanho além de mim.

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Junho, o mês do amor.

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Ah, junho… Se você não fosse tão você talvez eu não te amaria tanto assim! Tentei encontrar palavras para te descrever, mas nada veio. É o mês do amor, mas tempo de amar é sempre, todo dia, toda hora e em qualquer circunstância. É o mês da calmaria, porém a vida deveria ser calma assim constantemente. Sem guerra, sem discussão. Só paz e amor.

Talvez seja isso que eu te desejo nesse junho dos namorados: muito amor e paz. Mas não somente em junho, que assim seja em julho, agosto, novembro… Todos os meses do ano. Espero que tenha paz nesse coração para acalmar os dias de gritaria, e também amor. Mas, não precisa ser amor pelo outro, não. Pode ser amor próprio, faz muito bem para a alma e é o principal dos amores.

Logo, para já começarmos as comemorações (afinal, não se deve comemorar o amor?) preparei 15 clipes em que os casais não foram somente ficcionais. Algumas relações terminaram, outras ainda continuam com suas felicidades e defeitos, mas estamos aqui para celebrar o amor em qualquer condição. Nesse junho, celebre o amor. Não importa se ele seja entre pessoas do mesmo sexo ou não, jovens ou velhas, da mesma cor de pele ou não. Apenas… Vamos todos nos amar. E logo espalharemos o amor por aí também.

Vamos ser tudo que não somos.

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Esta semana, durante uma das minhas conversas com minha melhor e mais fiel escudeira – minha prima – tive mais um daqueles pensamentos que fazem mudar tudo o que já vivi e o modo como vou entender tudo que ainda tenho para viver: vamos ser tudo o que não somos. O que eu sou? Pois bem, aqui vai:

Infelizmente, sou uma pessoa de muitos medos, incertezas e arrependimentos. Me preocupo com o que os outros pensam, o jeito que eles me veem, a impressão que podem ter de mim e, do pior jeito possível, me comparo às outras pessoas e me sinto inferior a elas. O meu problema é, justamente, deixar com que meus medos e incertezas me impeçam de viver, me expressar, e ser a verdadeira eu. Ser a minha melhor versão. 

Sou muito fechada. Não é minha culpa, não tento ser assim e nem quero ser desse jeito. É o meu jeitinho, as pessoas que estão a minha volta entendem e precisam saber lidar com isso, por que faz parte de mim. Porém, o limite entre ser fechada e muito fechada é quando surge um problema na qual preciso lidar e a primeira coisa que faço é me bloquear completamente, principalmente no emocional. Para alguns pode parecer que não sei como lidar com meus sentimentos – o que é até uma verdade, às vezes – para outros, eu simplesmente não sei como demonstrá-los. Mas, o que aconteceu, então? Quando mais nova, vivia fazendo cartinhas para minhas amigas e os garotos que eu gostava, demonstrando o que sentia até a última gota. Aí eu penso, será que crescer me fez assim?

Sou ansiosa, extremamente ansiosa! Assim como também sou estressada, emburrada e teimosa. Não sei se tais podem ser considerados defeitos ou imperfeições, pelo menos eu não os considero, já que já fazem parte de mim. A questão é que, em determinadas situações, minhas maneiras são equívocas e passam a impressão errada para aqueles que não me conhecem, e então, eu preciso estar quase sempre pensando: seja mais aberta para as possibilidades, Júlia!

O blog, por exemplo, é um ótimo jeito de expressar o que estou tentando explicar. Sempre quis criar um e poder ter um cantinho no mundo para demonstrar meus gostos e expor as coisinhas que eu mais gosto/amo, mas era um certo “medo” meu. Talvez ainda seja? Talvez, tentar encontrar palavras que expressem o que sinto é complicado. Mas é por isso que tento escrever textos como este: para me lembrar (e vocês também) que a vida é uma só. Não temos tempo a perder com medos estúpidos e incertezas idiotas. Padrões servem para serem quebrados e regras desrespeitadas! Seja quem você quer ser, use as roupas que quiser, tenha o cabelo que desejar e o mais importante: seja a sua melhor versão possível.  Opiniões alheias não devem (ou pelo menos não deveriam) datar quem você é.

E é assim, dia após dia, que tento quebrar os meus paradigmas e ser tudo aquilo que não sou.